Alguns episódios de mau humor são comuns a todos nós. Afinal, aquele que nunca passou boa parte de seu dia com a sensação de ter uma nuvenzinha negra sobre a cabeça que atire a primeira pedra.
O mau humor pode ser um problema quando é diário e dura longos períodos. Por exemplo, uma pessoa em que essa mal persista por mais de seis meses pode estar sofrendo de uma doença chamada distimia, ou “síndrome do mau humor”.
A distimia é uma forma mais branda de depressão, a qual não é intensa o suficiente para impedir que a pessoa exerça suas atividades cotidianas e profissionais. Seus sintomas incluem, além do mau humor persistente, a desesperança, um aumento ou diminuição do apetite, insônia ou hipersônia, diminuição da libido, desaceleração do raciocínio, isolamento social, etc. A pessoa pode querer sair do trabalho e ir direto para casa, onde se isola de seus familiares e não quer nem atender ao telefone. Mas talvez a pior característica desse mal é que a maior parte dos que dele sofrem não admite de forma alguma que possam estar doentes, o que retarda o tratamento e prolonga o sofrimento.
O tratamento é o mesmo que o indicado para a depressão: psicoterapia e, se for o caso, medicação antidepressiva. A resposta ao tratamento geralmente é boa e, ao cabo de algumas semanas, os familiares e colegas de trabalho do paciente podem perceber uma verdadeira transformação, para melhor, no humor e na sociabilidade do paciente.
Portanto, de agora em diante, se você tem um primo jovem e ranzinza ou um colega de trabalho que não cumprimenta ninguém, não faça pré-julgamentos. Lembre-se de que eles podem estar doentes, e de que existe sempre a perspectiva de que, algum dia, eles aceitem se submeter ao tratamento, o qual vai melhorar significativamente a imagem que você tem deles.
Sérgio