Nosso planeta é constituído de 4 camadas principais, do interior para o exterior: um núcleo que se supõe ser líquido e composto de uma liga de ferro e níquel, com temperaturas próximas daquelas da superfície do sol, baseado no estudo das características de ondas sísmicas provenientes de terremotos e na analogia com muitos meteoritos que são compostos por tal liga metálica; o manto, composto por rochas quentes e viscosas, submetidas a elevadas temperaturas e pressões; a crosta terrestre, a fina camada sólida sobre a qual vivemos; e finalmente a atmosfera, camada gasosa que fornece o oxigênio do qual necessitamos para viver.
A crosta terrestre, que tem espessuras de até 70 km sob os continentes e 10 km sob os oceanos, está dividida em uma dúzia de compartimentos denominados placas tectônicas, as quais se movem umas em relação às outras; em muitos dos contatos entre as placas, elas colidem por se moverem em sentidos contrários, e é essa colisão a principal causa da formação das cadeias montanhosas. Tomemos como exemplo as placas de Nazca e da América do Sul; a primeira é constituída por crosta oceânica, de composição basáltica (um tipo de rocha vulcânica) e se move de oeste para leste, e a segunda é constituída por crosta continental, de composição granítica e se move de leste para oeste. Como o basalto é mais denso (pesado) que o granito, na colisão entre essas duas placas, a placa de Nazca, mais densa, "mergulha" sob a placa Sul-americana, num fenômeno conhecido por subducção. Esse fenômeno causa encurtamento crustal na placa Sul-americana, causando o "enrugamento" da mesma em seu limite ocidental, formando a Cordilheira dos Andes. Em zonas de subducção, terremotos e vulcanismo ativo são muito comuns.
Já a Cadeia do Himalaia, situada na Ásia, entre a Índia e a China, tem uma origem ligeiramente diferente. Lá ocorre igualmente uma colisão entre duas placas, as placas da Índia e da Eurásia, só que, nesse caso, ambas são constituídas por crosta continental de composição granítica; como não há diferenças de densidade entre ambas, não ocorre o fenômeno da subducção e o encurtamento crustal é maior, gerando montanhas ainda mais elevadas do que nos Andes. Entretanto, ao contrário desses últimos, onde os picos mais elevados são vulcões, nos Himalaias não há vulcanismo e nem terremotos, pela ausência de subducção.
O fundo dos oceanos apresenta cadeias de montanhas submarinas denominadas cadeias mesoceânicas, onde ocorre a formação de porções mais novas de crosta oceânica pelo extravasamento e posterior resfriamento de lavas basálticas, e esse fenômeno é responsável pela chamada deriva continental; por exemplo, no fundo do Oceano Atlântico, a meia distância entre os continentes Africano e Americano, há uma cadeia montanhosa submarina desse tipo, onde ocorre o afastamento entre os citados continentes. Como na Islândia a produção de lava é muito maior do que no restante dessa cadeia montanhosa, esta atinge maiores altitudes e emerge na superfície do mar, formando a ilha que constitui o citado país.
Finalmente, as fossas oceânicas, nas quais foi medida uma coluna de água máxima de cerca de 12 mil metros de profundidade, são formadas quando há convergência de duas placas constituídas por crosta oceânica basáltica, na qual tipicamente ocorre a formação de arcos de ilha, à medida que uma placa mergulha sob a outra. Os arcos são formados por vulcões. A forma de arco aparece devido à esfericidade da superfície terrestre. Ocorre ainda a formação de uma profunda fossa submarina em frente a estes arcos, na zona em que o bloco descendente se inclina para baixo. Bons exemplos deste tipo de convergência de placas oceânicas são as ilhas do Japão e as Ilhas Aleutas, no Alasca.
Mostrando postagens com marcador crosta terrestre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crosta terrestre. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 7 de junho de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O que é um vulcão
Um vulcão nada mais é do que um ponto de extravasamento, na superfície da terra ou no fundo do mar, do magma (rocha fundida e aquecida) proveniente do Manto Terrestre, porção do planeta que se situa ente 5 e 70 km de profundidade (considerando-se a isoterma de 1330º C).
Quando uma fratura ou falha fica ativa na Crosta Terrestre (a porção da Terra sólida e delgada onde vivemos), o magma sobe por essas zonas de fraqueza e extravasa na superfície, formando uma montanha à qual denominamos vulcão.
Quanto ao tempo que demora uma erupção vulcânica, este é muito variável, pois depende das condições geológicas específicas de cada vulcão. Há vulcões, como o Vesúvio, na Itália, que demoram séculos para entrar em erupção, ao passo que outros, como o Etna, também na Itália, tem estado em erupção contínua, ora mais forte, ora mais fraca, nos últimos 2 mil anos. Existem também os vulcões extintos, havendo um belo exemplar no Município de Nova Iguaçu -RJ, cuja última erupção foi há cerca de 65 milhões de anos atrás.
As atividades vulcânicas e tectônicas são ocasionadas pela dinâmica interna de nosso planeta. A delgada camada externa onde vivemos, denominada crosta terrestre, é subdividida em uma dúzia de compartimentos denominados placas tectônicas, as quais flutuam sobre as rochas aquecidas e fluidas do manto terrestre, que se movem lentamente formando correntes de convecção. É esse movimento de convecção que forma as atividades vulcânicas e tectônicas.
Em alguns dos limites de placas, uma delas mergulha sob a outra, num fenômeno denominado "subducção" . Na subducção, há um enrugamento da crosta terrestre, que produz cadeias montanhosas na placa que fica por cima, e muitas dessas altas montanhas são formadas por vulcões. Os vulcões se formam porque uma placa, ao mergulhar sob a outra, leva água do mar e sedimentos marinhos para as profundezas do manto, onde esses materiais baixam o ponto de fusão das rochas, que então se fundem, originando o magma (rocha quente e fundida). Este ascende por falhas e fraturas profundas até chegar à superfície da terra, onde extravasa sob a forma de lavas e formam montanhas denominadas vulcões. É por isso que os vulcões são abundantes no chamado "círculo de fogo" que circunda todo o Oceano Pacífico: nas bordas desse oceano, há subducçao de placas. A própria Cordilheira dos Andes, cujas montanhas mais altas são vulcões, foi formada pela subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul-Americana.
Em suma, na Terra há desde vulcões que só tiveram uma única erupção a vulcões que ficam ativos, intermitentemente, por milhões de anos, e o que condiciona essa característica é a frequência com que a câmara magmática (reservatório subterrâneo de magma) é alimentada com material novo proveniente das profundezas aquecidas de nosso planeta.
Quando uma fratura ou falha fica ativa na Crosta Terrestre (a porção da Terra sólida e delgada onde vivemos), o magma sobe por essas zonas de fraqueza e extravasa na superfície, formando uma montanha à qual denominamos vulcão.
Quanto ao tempo que demora uma erupção vulcânica, este é muito variável, pois depende das condições geológicas específicas de cada vulcão. Há vulcões, como o Vesúvio, na Itália, que demoram séculos para entrar em erupção, ao passo que outros, como o Etna, também na Itália, tem estado em erupção contínua, ora mais forte, ora mais fraca, nos últimos 2 mil anos. Existem também os vulcões extintos, havendo um belo exemplar no Município de Nova Iguaçu -RJ, cuja última erupção foi há cerca de 65 milhões de anos atrás.
As atividades vulcânicas e tectônicas são ocasionadas pela dinâmica interna de nosso planeta. A delgada camada externa onde vivemos, denominada crosta terrestre, é subdividida em uma dúzia de compartimentos denominados placas tectônicas, as quais flutuam sobre as rochas aquecidas e fluidas do manto terrestre, que se movem lentamente formando correntes de convecção. É esse movimento de convecção que forma as atividades vulcânicas e tectônicas.
Em alguns dos limites de placas, uma delas mergulha sob a outra, num fenômeno denominado "subducção" . Na subducção, há um enrugamento da crosta terrestre, que produz cadeias montanhosas na placa que fica por cima, e muitas dessas altas montanhas são formadas por vulcões. Os vulcões se formam porque uma placa, ao mergulhar sob a outra, leva água do mar e sedimentos marinhos para as profundezas do manto, onde esses materiais baixam o ponto de fusão das rochas, que então se fundem, originando o magma (rocha quente e fundida). Este ascende por falhas e fraturas profundas até chegar à superfície da terra, onde extravasa sob a forma de lavas e formam montanhas denominadas vulcões. É por isso que os vulcões são abundantes no chamado "círculo de fogo" que circunda todo o Oceano Pacífico: nas bordas desse oceano, há subducçao de placas. A própria Cordilheira dos Andes, cujas montanhas mais altas são vulcões, foi formada pela subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul-Americana.
Em suma, na Terra há desde vulcões que só tiveram uma única erupção a vulcões que ficam ativos, intermitentemente, por milhões de anos, e o que condiciona essa característica é a frequência com que a câmara magmática (reservatório subterrâneo de magma) é alimentada com material novo proveniente das profundezas aquecidas de nosso planeta.
segunda-feira, 7 de março de 2011
O lado positivo dos vulcões
Os vulcões têm sim um lado bom. Eles constroem parte da crosta terrestre (o Havaí, por exemplo, deve sua existência unicamente aos vulcões). Além disso, o solo resultante da decomposição das rochas vulcânicas (formadas pela lava solidificada) normalmente é muito rico em nutrientes para as plantas. Mas os vulcões, de modo geral, causam mais mal do que bem à humanidade. Por exemplo, a erupção de um supervulcão pode "bagunçar" por muitos anos o clima de todo o planeta, inundando nossa atmosfera com partículas que refletem a energia do sol de volta para o espaço, causando um resfriamento muito prejudicial à produção agrícola.. Isso já aconteceu no passado e certamente se repetirá no futuro.
Os vulcões são considerados um dos flagelos da humanidade, e com razão. Erupções vulcânicas são eventos catastróficos que liberam grande energia num curto intervalo de tempo, provocando mortandade em massa, destruição e caos. A tragédia do Vesúvio em 79 AC, que afetou uma das áreas mais ricas da então crescente República Romana, e a destruição da avançada civilização minóica (da ilha de Creta) pela erupção de um vulcão na ilha vizinha de Santorini em 1470 AC, são exemplos do perigo que os vulcões representam para os seres humanos. Mas então porque tantas pessoas insistem em morar nas proximidades de vulcões que podem “acordar” a qualquer momento?
Mesmo correndo o risco de não conseguirem escapar a tempo caso o Vesúvio tenha uma grande erupção, calcula-se que, atualmente, cerca de cinco milhões de pessoas vivam nas áreas próximas deste vulcão. Outras áreas vulcânicas habitadas são partes da Indonésia, as Ilhas Havaianas e a Islândia, etc. Certamente, há algo nessas regiões que faz com que as pessoas se disponham a morar nelas, mesmo cientes do perigo que correm.
Os vulcões têm pelo menos quatro características positivas. Em primeiro lugar, eles criam terra firme no meio dos oceanos, como é o caso do Arquipélago do Havaí, cujas ilhas são 100% formadas de rochas vulcânicas consolidadas. De fato, o vulcanismo é um dos processos fundamentais na formação dos planetas, porque é o meio pelo qual os planetas e seus satélites perdem seu calor primordial e se revestem de uma crosta externa sólida.
Outra característica positiva dos vulcões é o fato de que a lenta decomposição das rochas formadas pela lava consolidada origina os solos mais férteis do mundo. Esta é a característica que mais atrai as pessoas para viver nessas áreas de risco. Para se ter uma idéia, nas proximidades do Vesúvio são cultivadas frutas, hortaliças e verduras de excelente qualidade. No caso do Brasil, podemos citar as famosas “terras roxas”, abundantes no interior dos estados de São Paulo e Paraná. As terras roxas, cuja fertilidade está intimamente ligada ao auge do ciclo do café nesses estados, foram formadas pela decomposição de extensos derrames de lavas que cobriram o Sul do Brasil há 130 milhões de anos atrás.
Um fato importante mas ainda pouco conhecido no Brasil é que os países onde os vulcões ocorrem podem utilizar a energia dos mesmos (denominada energia geotérmica) para produzir eletricidade de forma relativamente limpa. Isso já é feito na Islândia, na Califórnia, na Nova Zelândia, etc. Na Islândia, quase toda a energia elétrica é produzida dessa forma.
Por último, mas não menos importante, muitas das regiões onde existe vulcanismo ativo exploram ativamente o turismo. As paisagens vulcânicas em geral são muito belas e a visão de um vulcão em erupção é um espetáculo impressionante e inesquecível, principalmente à noite. Para quem quiser conhecer de perto um vulcão, existe um guia, denominado “The Volcano Adventure Guide” (“O Guia de Aventura em Vulcões”), escrito pela cientista brasileira Rosaly Lopes , da NASA, em 1996 (uma breve descrição do livro pode ser lida aqui).
Em síntese, os vulcões, que constituem um elemento importante da dinâmica de nosso e de outros planetas, possuem também o seu lado positivo. Algum dos leitores do Ciências e Poemas já visitou um vulcão ativo e gostaria de contar como foi a experiência?
Os vulcões são considerados um dos flagelos da humanidade, e com razão. Erupções vulcânicas são eventos catastróficos que liberam grande energia num curto intervalo de tempo, provocando mortandade em massa, destruição e caos. A tragédia do Vesúvio em 79 AC, que afetou uma das áreas mais ricas da então crescente República Romana, e a destruição da avançada civilização minóica (da ilha de Creta) pela erupção de um vulcão na ilha vizinha de Santorini em 1470 AC, são exemplos do perigo que os vulcões representam para os seres humanos. Mas então porque tantas pessoas insistem em morar nas proximidades de vulcões que podem “acordar” a qualquer momento?
Mesmo correndo o risco de não conseguirem escapar a tempo caso o Vesúvio tenha uma grande erupção, calcula-se que, atualmente, cerca de cinco milhões de pessoas vivam nas áreas próximas deste vulcão. Outras áreas vulcânicas habitadas são partes da Indonésia, as Ilhas Havaianas e a Islândia, etc. Certamente, há algo nessas regiões que faz com que as pessoas se disponham a morar nelas, mesmo cientes do perigo que correm.
Os vulcões têm pelo menos quatro características positivas. Em primeiro lugar, eles criam terra firme no meio dos oceanos, como é o caso do Arquipélago do Havaí, cujas ilhas são 100% formadas de rochas vulcânicas consolidadas. De fato, o vulcanismo é um dos processos fundamentais na formação dos planetas, porque é o meio pelo qual os planetas e seus satélites perdem seu calor primordial e se revestem de uma crosta externa sólida.
Outra característica positiva dos vulcões é o fato de que a lenta decomposição das rochas formadas pela lava consolidada origina os solos mais férteis do mundo. Esta é a característica que mais atrai as pessoas para viver nessas áreas de risco. Para se ter uma idéia, nas proximidades do Vesúvio são cultivadas frutas, hortaliças e verduras de excelente qualidade. No caso do Brasil, podemos citar as famosas “terras roxas”, abundantes no interior dos estados de São Paulo e Paraná. As terras roxas, cuja fertilidade está intimamente ligada ao auge do ciclo do café nesses estados, foram formadas pela decomposição de extensos derrames de lavas que cobriram o Sul do Brasil há 130 milhões de anos atrás.
Um fato importante mas ainda pouco conhecido no Brasil é que os países onde os vulcões ocorrem podem utilizar a energia dos mesmos (denominada energia geotérmica) para produzir eletricidade de forma relativamente limpa. Isso já é feito na Islândia, na Califórnia, na Nova Zelândia, etc. Na Islândia, quase toda a energia elétrica é produzida dessa forma.
Por último, mas não menos importante, muitas das regiões onde existe vulcanismo ativo exploram ativamente o turismo. As paisagens vulcânicas em geral são muito belas e a visão de um vulcão em erupção é um espetáculo impressionante e inesquecível, principalmente à noite. Para quem quiser conhecer de perto um vulcão, existe um guia, denominado “The Volcano Adventure Guide” (“O Guia de Aventura em Vulcões”), escrito pela cientista brasileira Rosaly Lopes , da NASA, em 1996 (uma breve descrição do livro pode ser lida aqui).
Em síntese, os vulcões, que constituem um elemento importante da dinâmica de nosso e de outros planetas, possuem também o seu lado positivo. Algum dos leitores do Ciências e Poemas já visitou um vulcão ativo e gostaria de contar como foi a experiência?
Assinar:
Postagens (Atom)