Bioma é um conjunto de diferentes ecossistemas, os quais devem possuir uma homogeneidade relativa. Trocando em miúdos, os biomas são as comunidades biológicas, ou seja, a fauna e a flora interagindo entre si e interagindo também com o ambiente físico chamado biótopo.
O termo "Bioma" é uma combinação de dua palavras gregas (bios, vida, e oma, massa ou grupo) e foi utilizado pela primeira vez em 1943 por Frederic Edward Clements, o qual o definiu como uma unidade biológica ou espaço geográfico cujas características específicas são definidas pelo macroclima, a fitofisionomia (ou seja, a morfologia da flora da região), o solo e a altitude.
O Brasil, sendo um país de dimensões continentais, possui um grande número de biomas distintos. Podemos agrupá-los em 8 domínios principais:
1) a Floresta Amazônica, adaptada ao clima quente e chuvoso das regiões equatoriais, sem estação seca definida. Este bioma apresenta grande biodiversidade tanto animal quanto vegetal, pois esses últimos variam desde pequenas ervas rasteiras a espécies arbóreas que chegam a atingir 30 metros de altura;
2) os cerrados, denominação dada no Brasil às savanas, as quais são constutídas por vegetação rasteira combinada com arbustos de troncos retorcidos; este bioma é característico do clima tropical típico, no qual há uma estação quente e chuvosa e outra estação menos quente e mais seca. Os cerrados ocupam grande parte dos estados de Mato Grosso do Sul, Sul de Mato Grosso, partes de Minas Gerais, Goiás, Sul do Tocantins e grande parte do Território de Roraima; atualmente, têm sido intensamente aproveitados para o agronegócio;
3) a Caatinga, típica do clima semi-árido de boa parte do sertão do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, a qual é caracterizada por plantas e arbustos espinhosos e que perdem as folhas durante os longos períodos de seca a que são submetidos, a fim de preservar o máximo a água em seu tecidos orgânicos;
4) a Mata Atlântica, que ocorre desde o Município de Torres, no extremo nordeste do RN, até o Norte do RS, sempre acompanhando o litoral; essa floresta, por sua grande extensão geográfica, possui a maior biodiversidade da Terra e está submetida a diversos tipos de climas e regimes de chuvas: da chamada Zona da Mata Nordestina até o Recôncavo Baiano, as chuvas ocorrem predominantemente no outono e no inverno, sendo menos frequentes nas demais estações; no Sul da Bahia, o clima é semelhante ao da Amazônia, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano; na Região Sudeste, a Mata Atlântica cobre as serras do Mar e da Mantiqueira, onde recebe chuvas abundantes, denominadas chuvas de relevo ou orográficas, as quais são mais intensa no verão; finalmente, na Região Sul, ela ocorre próximo ao litoral em zonas de clima subtropical, no qual as chuvas são bem distribuídas ao longo do ano; da área original de Mata Atlântica, estão preservados apenas cerca de 4 % da floresta original, principalmente no Estado do RJ.
5) A Floresta de Araucárias, típica do clima subtropical de altitude das regiões mais elevadas do interior da Região Sul, sendo constituída por espécies arbóreas como a araucária ou pinheiro do paraná, a erva mate e o cedro, entre outras. Nesse bioma a chuva é bem distribuída ao longo do ano e, ocasionalmente, ocorrem quedas de neve no inverno;
6) os Pampas Gaúchos, sendo constituídos por vegetação rasteira e resistente às geadas frequentes no inverno.
7) o Pantanal Matogressense, bioma também com grande biodiversidade, tanto em termos faunísticos como de flora, pois nele coexistem vegetação aquática com vegetação de terras firmes;
8) restingas e lagunas costeiras, onde ocorre vegetação arbustiva típica e fauna e flora adaptados às águas mais salobras das lagunas e dos mangues. Alguns especialistas afirmam que a vegetação característica dos mangues é a que mais retém o carbono atmosférico, através da fotossintese.
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Os principais biomas brasileiros
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terça-feira, 29 de março de 2011
Efeitos do acidente nuclear no Japão e reflexões para o Brasil
Um acidente nuclear libera radioatividade sob várias formas, sendo que as principais são: (1) radiação propriamente dita, sob a forma de ondas eletromagnéticas como os raios X, gama, etc. Essas são mortíferas, mas têm alcance mais limitado. (2) partículas subatômicas como as denominadas partículas alfa, que são o núcleo do elemento hélio e (3) isótopos radioativos de elementos químicos diversos, que são liberados para o meio ambiente, sob a forma de "poeira radioativa". Dentre os isótopos radioativos liberados, podemos citar o iodo 131, o estrôncio 90 e o césio 137.
As partículas subatômicas e os isótopos radioativos são muito perigosos, pois tanto podem se infiltrar no solo, carreados pela água, contaminando o mesmo e os lençóis de água subterrâneos, quanto podem ser levados pelos ventos para locais distantes da usina, sendo trazidos novamente ao solo pelas chuvas, contaminando nossas fontes de água e de alimento mesmo em locais distantes daquele do acidente, dependendo da intensidade do mesmo e da direção dos ventos. Desse modo, um acidente nuclear pode causar a contaminação de toda a cadeia alimentar dos ecossistemas que forem contaminados pela radiação.
Felizmente, o Brasil está no lado oposto do paneta em relação ao Japão e até o momento, recebeu apenas restos dessas partículas, incapazes de prejudicar nossa saúde. Os efeitos da radiação sobre o corpo humano, provenientes de (1), (2) ou (3), dependerão da intensidade da mesma e do tempo de exposição. Uma exposição direta causa queimaduras de 3º grau e morte relativamente rápida. Já nas contaminações menos intensas as pessoas podem não apresentar sintomas imediatos, mas como a radiação altera o DNA de nossas células, tais pessoas podem desenvolver uma série de doenças daí decorrentes, sendo o câncer a mais comum (principalmente de tireóide, leucemias, etc). Infelizmente, uma vez que o DNA foi alterado, pouco pode ser feito para evitar essas doenças.
Um outro efeito prejudicial ao homem (e aos demais seres vivos, tanto vegetais quanto animais) é o acúmulo dos isótopos radioativos em tecidos específicos do corpo; por exemplo, o césio 137 se acumula nos músculos, o iodo 131 tem predileção pela glândula tireóide e o estrôncio 90 se deposita nos ossos. Esse fato pode originar doenças como o já citado câncer, em sua várias formas.
Quanto à conveniência ou não do emprego da energia nuclear no Brasil, os leitores podem se reportar à palestra "Catástrofe natural do Japão, reflexões e ações no Brasil", proferida pelo assessor da presidência da Eletrobrás Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, no plenário do Confea em 24 de março de 2011. Para ele, ouvir a expressão “energia nuclear” já causa medo em muitas pessoas. Entretanto, segundo ele, essa é uma das formas mais seguras de provimento de energia elétrica.
Sérgio Oreiro
As partículas subatômicas e os isótopos radioativos são muito perigosos, pois tanto podem se infiltrar no solo, carreados pela água, contaminando o mesmo e os lençóis de água subterrâneos, quanto podem ser levados pelos ventos para locais distantes da usina, sendo trazidos novamente ao solo pelas chuvas, contaminando nossas fontes de água e de alimento mesmo em locais distantes daquele do acidente, dependendo da intensidade do mesmo e da direção dos ventos. Desse modo, um acidente nuclear pode causar a contaminação de toda a cadeia alimentar dos ecossistemas que forem contaminados pela radiação.
Felizmente, o Brasil está no lado oposto do paneta em relação ao Japão e até o momento, recebeu apenas restos dessas partículas, incapazes de prejudicar nossa saúde. Os efeitos da radiação sobre o corpo humano, provenientes de (1), (2) ou (3), dependerão da intensidade da mesma e do tempo de exposição. Uma exposição direta causa queimaduras de 3º grau e morte relativamente rápida. Já nas contaminações menos intensas as pessoas podem não apresentar sintomas imediatos, mas como a radiação altera o DNA de nossas células, tais pessoas podem desenvolver uma série de doenças daí decorrentes, sendo o câncer a mais comum (principalmente de tireóide, leucemias, etc). Infelizmente, uma vez que o DNA foi alterado, pouco pode ser feito para evitar essas doenças.
Um outro efeito prejudicial ao homem (e aos demais seres vivos, tanto vegetais quanto animais) é o acúmulo dos isótopos radioativos em tecidos específicos do corpo; por exemplo, o césio 137 se acumula nos músculos, o iodo 131 tem predileção pela glândula tireóide e o estrôncio 90 se deposita nos ossos. Esse fato pode originar doenças como o já citado câncer, em sua várias formas.
Quanto à conveniência ou não do emprego da energia nuclear no Brasil, os leitores podem se reportar à palestra "Catástrofe natural do Japão, reflexões e ações no Brasil", proferida pelo assessor da presidência da Eletrobrás Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, no plenário do Confea em 24 de março de 2011. Para ele, ouvir a expressão “energia nuclear” já causa medo em muitas pessoas. Entretanto, segundo ele, essa é uma das formas mais seguras de provimento de energia elétrica.
Sérgio Oreiro
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