Mostrando postagens com marcador terremotos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador terremotos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Mudanças climáticas e eventos geológicos

Os grandes terremotos podem deslocar muito fracamente o eixo terrestre, de tal maneira que não influenciam o clima global. A Terra, ao longo de seus 4,5 bilhões de anos de idade, sofreu vários ciclos de aumento e diminuição da atividade tectônica, que produz terremotos e vulcões. De acordo com a NASA, nosso planeta está experimentando, atualmente, uma fase de intensificação destes fenômenos, o que está dentro da normalidade histórica da Terra. Igualmente, em sua história geológica, a Terra passou por inúmeros ciclos climáticos de aquecimento e desaquecimento. Segundo a teoria dominante, estamos vivenciando um aquecimento global porvocado pelo homem, com suas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. Mas isso não é de todo ruim, porque, nos períodos da história da humanidade em que houve aquecimento, as civilizações humanas experimentaram períodos de progresso, com abundância de alimentos. Para vc ter uma idéia, o chamado período "ótimo romano" foi uma fase quente durante a qual o Império Romano atingiu o ápice de sua força e passou por cerca de 200 anos de paz relativa (a "pax romana"). Da mesma forma, na Idade Média, por volta do ano 1100 D. C, houve um novo período quente e os vickings saíram da Escandinávia e navegaram facilmente pelo Mar do Norte, que ficou livre do gelo. Eles chegaram até a Groenlândia e lá fundaram várias colônias agrícolas (Groenlândia significa "terra verde"). Ao contrário, os períodos em que a Terra exerimentou um resfriamento foram muito ruins para a humanidade. Ainda na Idade Média, por volta do ano 1300 D. C., a Terra resfriou e o gelo tomou conta da Groenlândia, obrigando os vickings a abandonarem suas colônias. Ao mesmo tempo, na Europa, a peste negra dizimou 1/3 da população. Muitos que não morreram da peste morreram de fome, porque quedas de neve fora de época ocasionaram perdas nas colheitas. Um outro bom exemplo, mais recente, foi o resfriamento global que precedeu a Revolução Francesa. O povo não queria o fim da monarquia mas estava passando fome, porque as colheitas eram fracas devido ao frio. Como os reis e os nobres nada fizeram para tentar matar a fome do povo, este se revoltou e fez a revolução, acabando com a monarquia na França. Como vc pode ver, um aquecimento moderado da atmosfera pode ser bom para a humanidade. Mas eu, pessoalmente, acredito que nosso planeta entrou numa fase de resfriamento, e isso pode ser muito ruim para nossa civilização, porque pode faltar comida para alimentar os 7 bilhões de habitantes da Terra.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Como se proteger de um terremoto

Os terremotos, como já foi ressaltado nesse blog, consistem na passagem de ondas sísmicas por uma determinada região. Para saber como agir no caso de um terremoto, é necessário se conhecer princípios básicos da natureza das ondas sísmicas e suas formas de propagação.

Um terremoto normalmente consiste de um forte abalo principal seguido de abalos secundários. Isso acontece porque as primeiras ondas a atingir a região são as ondas primárias ou “ondas P”, cuja velocidade de propagação é mais alta; logo após, vem as ondas secundárias (ondas S), assim chamadas por serem mais lentas que as primárias. As ondas S são responsáveis pelos abalos que se seguem ao tremor principal. Há ainda um terceiro grupo de ondas sísmicas ainda mais lentas, que se propagam pela superfície da Terra e são chamadas de ondas “L” por causa de seu longo comprimento de onda.

Apesar do grande avanço das Geociências nas últimas décadas, infelizmente ainda não é possível prever os terremotos. Como curiosidade, eu vi num documentário de TV a cabo a história de um geofísico californiano que conseguia antever a ocorrência dos terremotos, que são muito frequentes naquele Estado americano, apenas observando os classificados nos jornais; ele descobriu que, poucos dias antes de um tremor, os anúncios de cães desaparecidos dobravam de número. Apesar de este método ser muito pouco científico, sabemos que, de certa forma, muitos animais pressentem os terremotos, provavelmente porque as zonas de falhas geológicas, quando estão próximas do ponto de ruptura, emitem sinais sonoros que são percebidos pelos animais, pois a maioria dos quais tem a audição mais apurada que a nossa.

Se você, leitor brasileiro, estiver a turismo numa região sismicamente ativa, deverá estar familiarizado com os procedimentos básicos que devem ser tomados quando ocorre um terremoto. Aqui mesmo no Brasil, há regiões, como é o caso do agreste e do sertão de Pernambuco, onde pequenos tremores são freqüentes. Esse fato levou o governo daquele estado nordestino a elaborar, em convênio com a UFRN, uma cartilha com recomendações simples para os cidadãos que vivem nessas áreas.


Quando a região onde estamos é abalada por um forte terremoto, é importante não entrarmos em pânico. Se você estiver em um edifício, como um hotel, saiba que os tremores são sentidos com maior intensidade nos andares mais altos. Nesse caso, afaste-se de janelas ou outros objetos de vidro ou de grande tamanho, como armários; não use os elevadores nem as escadas. Se houver incêndio, alerte os demais hóspedes e procure apagá-lo com o extintor mais próximo. Procure se abrigar abaixo de uma mesa ou deite-se no chão, em posição fetal, com o corpo encostado na lateral de uma cama ou de um grande móvel, pois, em caso de desabamento, esses locais normalmente oferecerão espaços vazios em meio aos escombros. Caso seja possível, procure se abrigar nas porções mais externas do edifício, pois esses serão os locais mais facilmente acessáveis pelas equipes de resgate.

Se uma pessoa ficar embaixo do umbral de uma porta, quando um edifício colapsa, a morte é quase certa, porque se você está em pé, embaixo da moldura de uma porta e essa moldura cede e se move para frente ou para trás, você pode morrer esmagado por todo o teto que existe acima de você. Se a moldura da porta cair para algum lado, a moldura vai cortar você pela metade, com todo o peso que vai receber em cima. De qualquer maneira, você vai morrer; portanto, não fique embaixo da moldura de uma porta, em caso de terremoto. Ao invés disso, proceda como foi explicado no parágrafo anterior.

Se você estiver em uma casa, faça de tudo para evitar um possível incêndio, retirando os aparelhos domésticos da tomada e desligando o registro do gás. Vá para a rua e procure ficar no local mais aberto que encontrar, evitando ficar próximo de tudo o que possa desabar, como edificações, monumentos, marquises e árvores.

Caso você fique preso sob os escombros de alguma construção, aguarde um pouco antes de começar a gritar ou fazer barulho para chamar a atenção das equipes de resgate. Os salvamentos acontecem, em geral, só uma hora após o tremor. Por isso, preserve o fôlego (principalmente se estiver muito ferido) e conserve o ar que existe ao seu redor.

Se você estiver em um carro ou ônibus e estes ficarem parados em engarrafamentos, saia dos mesmos e procure se abrigar em locais abertos, ou, caso isso não seja possível, procure se deitar entre os veículos engarrafados, em posição fetal.

Se você já estiver em um local aberto e estiverem caindo pedaços de destroços de construções, sente-se no chão, apóie a cabeça entre os joelhos e cubra-a com os braços, a fim de protegê-la. Se você continuar em pé e correndo, as chances de ser atingido por destroços são grandes.

Finalmente, esteja atento a alertas de tsunamis, que podem ocorrer caso o epicentro do terremoto seja submarino, mas próximo da costa. Nesses casos, tente fugir para os locais mais altos e distantes do litoral, e proceda como indicado aqui.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Terremotos no Brasil

Os terremotos são fenômenos que podem ser causados por movimentações de rochas ao longo de falhas geológicas, vulcanismo e, principalmente, pelo encontro de diferentes placas tectônicas. A maioria dos abalos sísmicos é provocada pela movimentação de uma placa tectônica em relação à outra. Portanto, as regiões mais vulneráveis à ocorrência dos terremotos são aquelas próximas às bordas das placas tectônicas. Na América do Sul, os países mais atingidos por terremotos são, o Chile, Peru e Equador, pois essas nações estão localizadas numa zona de convergência entre as placas tectônicas de Nazca e a Sul-Americana, na qual a primeira mergulha sob a segunda, num fenômeno denominado subducção. A subducção origina fortíssimos terremotos e erupções vulcânicas; é por essa razão que as montanhas mais elevadas da Cordilheira do Andes são vulcões, como o Aconcágua (6962 m de altitude).

O Brasil está situado no centro da placa Sul-Americana, no qual ela atinge até 70 quilômetros de espessura, sendo que os terremotos intraplaca raramente possuem magnitude e intensidade elevadas. No entanto, o território brasileiro está sujeito a terremotos, causados por movimentações diferenciais no interior da placa tectônica, ao longo de zonas de falhas geológicas. Essas falhas, causadoras de abalos sísmicos, estão presentes em todo o território nacional, proporcionando terremotos de pequena magnitude, sendo que a maioria dos mesmos é imperceptível para nós, porém detectáveis por instrumentos especiais denominados sismógrafos.
Segundo o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), no século passado, foram registradas mais de cem de terremotos no país, com magnitudes que atingiram até 6,6 graus na escala Richter. Porém, a maior parte destes abalos não ultrapassou a 4 graus nessa escala, que é logarítmica.

Em 1955, no Mato Grosso, foi detectado um terremoto de 6,6 graus na escala Richter, em área desabitada. Nesse mesmo ano, o Espírito Santo foi atingido por um abalo sísmico de 6,3 graus e no Ceará, foi registrado um terremoto de 5,2 graus na escala Richter, em 1980.

O estado do Amazonas, em 1983, sofreu com um terremoto de 5,5 graus, entretanto, pelo fato de esses terremotos terem atingido áreas com pouca concentração populacional, não houve danos materiais e nem vítimas.

O município de João Câmara, no Rio Grande do Norte, habitado por cerca de 30 mil pessoas e distante cerca de 200 km de Natal, foi atingido por uma série de terremotos na década de 1980. O mais grave deles ocorreu no dia 30 de novembro de 1986, no qual a cidade tremeu com um abalo sísmico de 5,1 graus na escala Richter, provocando a destruição de 4 mil imóveis.

Em 9/dez/2007, um terremoto produziu forte impacto na cidade de Itacarambi, no norte de Minas Gerais, onde pelo menos 76 casas desabaram e uma criança morreu na localidade de Caraíbas. O evento é um dos mais intensos já registrados no Brasil, e o primeiro a produzir vítima fatal. Esse tremor, de 4.9 graus Richter, teve seu hipocentro a 10 km de profundidade, abaixo das coordenadas 15.04 S e 44.19 W, a apenas 3 quilômetros ao norte da cidade Itacarambi, 190 km ao norte de Montes Claros, também em Minas Gerais

Em 22 de abril de 2008 ocorreu um terremoto na cidade de Santos, de 5,2 graus na escala de Richter ocorrido por volta das 21h (horário de Brasília) Esse sismo foi sentido em toda a costa sudeste e em boa parte dos interiores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. O epicentro do sismo foi o oceano, a aproximados 218 km da cidade de São Vicente e a 270 km de São Paulo. O fenômeno foi registrado às 21h00min48seg (horário de Brasília) , e durou cerca de 3 segundos de acordo com o grupo de sismologia do IAG e do Observatório Sismológico (SIS) da Universidade de Brasília (UnB).O abalo não causou qualquer morte ou ferido grave, porém danos leves foram causados a estruturas de vários edifícios

No Sertão de Pernambuco, os pequenos terremotos são tão frequentes que o Governo daquele Estado, juntamente com o laboratório de sismologia da UFRN, publicou uma cartilha com dicas para a população se proteger de terremotos, dicas essas semelhantes às ensinadas às populações de países onde grandes terremotos são frequantes.

O último grande terremoto registrado no Brasil ocorreu no dia 22 de abril de 2008. Um tremor de 5,2 graus foi sentido nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, embora não tenha sido registrado nenhum desabamento, nem tão pouco a ocorrência de vítimas

domingo, 13 de março de 2011

A origem dos terremotos

Quando atiramos uma pedra nas águas tranquilas de um lago, surge uma série de ondas que se propagam em todas as direções a partir do local onde a pedra caiu. Essa é uma boa analogia para quando corpos de rocha são subitamente perturbados, o que gera um conjunto de ondas mecânicas que se propagam da mesma forma que as que geradas pela pedra no lago. Um terremoto nada mais é do que a passagem dessas ondas, e o local onde ocorre a perturbação inicial é denominada epicentro do terremoto.

Os terremotos podem ser gerados de diversas maneiras. A mais comum delas é o movimento relativo entre dois corpos de rocha ao longo de um plano de fraqueza, denominado falha geológica. Eles podem também ser causados por avalanches de neve ou escorregamentos de terra, pela queda de rochas no interior de minas e cavernas e por explosões intensas como as de uma indústria de armamentos e de uma bomba nuclear. Os terremotos gerados pela primeira causa citada costumam ser os mais intensos e devastadores.

Para melhor entender como se formam os terremotos, é preciso atentar para um importante aspecto da constituição do nosso planeta. Nós vivemos sobre uma fina camada sólida denominada litosfera ou costa terrestre, cuja espessura varia de cerca de 5 km nas partes mais profundas dos oceanos até um máximo de 70 km no meio dos continentes. A crosta terrestre não é homogênea, mas sim dividida em cerca de uma dúzia de porções individuais denominadas placas tectônicas (do grego tektos, construtor). A camada que se situa imediatamente abaixo da litosfera é chamada de astenosfera, que é quente e constituída por pouco menos de 1% de rocha fundida, o que faz com que ela apresente um comportamento viscoso. Devido a isso, as placas tectônicas se movimentam relativamente umas às outras, deslizando sobre a astenosfera ao longo de limites que constituem grandes zonas de falha.

O movimento entre as placas não se dá de forma contínua, pois as forças de atrito entre as zonas de falhas que as separam faz com que a energia mecânica seja acumulada até que o ponto de ruptura seja atingido. Uma vez superado o ponto de ruptura, o movimento se dá de forma súbita, com a liberação de grande quantidade de energia sob a forma de ondas sísmicas, originando os terremotos.

De posse dessas informações básicas, fica claro porque os terremotos são comuns nas regiões de limites entre as placas tectônicas e mais raros no interior das mesmas. O Brasil, por exemplo, é pouco sujeito a esse fenômeno porque seu território está no interior da Placa Sul Americana. Mesmo assim, já experimentamos terremotos em nosso país, mas isso é assunto para uma outra postagem. A figura abaixo mostra, de forma simplificada, a distribuição dos epicentros dos terremotos em nosso planeta, bem como os limites entre as principais placas tectônicas.
Distribuição dos terremotos (pontos amarelos) em nosso planeta. As linhas azuis correspondem aos limites entre as placas tectônicas e os triângulos vermelhos representam os principais vulcões ativos. Notar que tanto estes últimos quanto os terremotos coincidem com os limites entre as placas. Fonte: www.sismo.iag.usp.br/sismologia/terremotos.php

Finalmente, é importante mencionar que devemos aos terremotos a maior parte de nosso conhecimento sobre o interior da Terra. As ondas sísmicas geradas num determinado ponto do planeta percorrem toda a extensão do mesmo e são captadas por estações sismológicas distribuídas em quase todos os países. É por meio do estudo dos parâmetros físicos dessas ondas que podemos ter uma boa noção das diferentes camadas das quais nosso planeta é constituído.