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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

O diagnóstico e o tratamento do TOC – Transtorno obsessivo-compulsivo - devem ser feitos por psiquiatra ou psicólogo devidamente capacitado. Esse transtorno está classificado entre os transtornos de ansiedade e tem causa genéticas bem definidas, consistindo no desequilíbrio no funcionamento dos neurotransmissores cerebrais, como a serotonina.

O TOC funciona mais ou menos da seguinte forma: a pessoa tem um pensamento obsessivo, que invade a sua mente e a perturba; a fim de lidar com esse pensamento, a pessoa começa a desenvolver rituais, e acaba se sentindo mal se é impedida de repetir esses rituais; é por esse motivo que ele é classificado como um transtorno de ansiedade: se a pessoa for impedida de realizar seus rituais, ela manifestará vários sintomas desse transtorno.

O TOC se manifesta com vários níveis de gravidade, podendo se tornar incapacitante quando uma pessoa, por exemplo, não consegue chegar a seu trabalho ou colégio porque tem de voltar para casa "n" vezes a fim de verificar se realmente trancou a porta ao sair.

O tratamento para o TOC consiste em psicoterapia combinada ou não com medicamentos, podendo a psicoterapia ser aplicada por um psicólogo e o tratamento medicamentoso por um psiquiatra, ou ambos por um psiquiatra. O tipo de psicoterapia utilizada é a Terapia Cognitivo-Comportamental, e os medicamentos de escolha são os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), como a Fluoxetina, a Paroxina, a Sertralina, a Luvoxamina, entre outros.

Por último, mas não menos importante, devo mencionar que as informações acima têm caráter meramente informativo e não substituem o diagnóstico e o tratamento do TOC, prescritos por psicólogos e psiquiatras, profissionais que devem ser consultados sempre que haja a suspeita de TOC.

Leitura de referância: http://www.psicosite.com.br/tra/ans/obsesscompul.htm

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Causas e superação do medo do escuro

Muitas pessoas se queixam de ter medo de escuro, principalmente na hora de dormir. Já ouvi homens feitos, pós-graduados e fortes fisicamente, relataram que não conseguem pegar no sono de não houver pelo menos uma pequena lâmpada acesa no quarto. Aí eu fiquei pensando: o que leva tantas pessoas a temerem a escuridão total, um fator que os especialistas classificam como essencial para uma boa noite de sono?

Não precisei pesquisar nem pensar muito para concluir que essa condição é um dos medos ancestrais de nossa espécie, o qual, que em certas fases de nossa evolução, nos favoreceu de alguma forma. Penso que o medo do escuro vem nos acompanhando desde quando o homem primitivo ainda não sabia como fazer fogo para se iluminar à noite, tendo então um medo mais do que justificável de ser atacado por predadores noturnos, como os grandes felinos, que caçam preferencialmente à noite.

Nossa civilização evoluiu e hoje nós, felizmente, não corremos o risco de sermos devorados por um leão na segurança de nossos quartos; muitos de nós estamos condicionados a ter medo do escuro, por nossa herança genética proveniente de nossos ancestrais das cavernas. Essa explicação científica faz com que não seja adequado qualificar as pessoas que têm esse medo como covardes.

Como uma boa noite de sono é essencial para a saúde física e mental, se realmente esse medo é muito forte em você e está atrapalhando o seu sono, eu o (a) aconselho a se consultar com um psicólogo ou psiquiatra, para fazer terapia que, normalmente, o (a) ajudará a lidar melhor com suas fobias e medos. A terapia condicionará o seu subconsciente de que você não corre perigo de ser atacado à noite, e assim você vai superar esse medo e dormir bem como um bebê. Para conhecer algumas dicas simples para ter uma boa noite de sono, clique aqui.

domingo, 27 de março de 2011

Como diferenciar depressão e tristeza

A depressão é uma doença séria que tanto pode ir se desenvolvendo aos poucos como pode ter um início brusco (como uma situação de luto por perda de um ente querido, por exemplo). No primeiro caso, os sintomas iniciais são um desejo crescente de isolamento social, perda ou aumento repentino do apetite, diminuição da libido, sensibilidade exagerada (a pessoa chora à toa), perda de interesse em atividades que antes costumavam ser prezeirosas, etc. Como muitos desses sintomas são comuns a fases de melancolia e tristeza às quais quase todos nós estamos sujeitos pelo menos uma vez na vida, só um psicólogo ou psiquiatra experiente pode fazer o diagnóstico da depressão na fase inicial da doença.

A depressão muitas vezes está associada com outras doenças, como ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, etc (isso se chama comorbidade), mas pode ocorrer isoladamente. Todos esses distúrbios quase sempre têm base genética, e é importante que o paciente informe ao médico se tem casos de depressão na família.

A depressão que se segue a um evento traumático como a perda de um ente querido é, de certa forma, normal e se chama "depressão reativa" ou luto. Obviamente, ela requer tratamento para aliviar o sofrimento quando este é tão intenso que prejudica a vida social e profissional do paciente, mas só poderá ser caracterizada como depressão propriamente dita se continuar muito forte por mais de seis meses a um ano.

Em casos de suspeita de depressão, como já foi enfatizado, o paciente deve procurar o auxílio de um psiquiatra que seja treinado também em psicanálise, pois o tratamento da depressão envolve o uso de medicação apropriada e psicoterapia. Ou então a pessoa pode ir ao psiquiatra para avaliar a necessidade do uso de medicação e fazer a psicoterapia com um bom psicólogo. Embora os antidepressivos modernos sejam eficientes e apresentem um perfil de efeitos colaterais mais brando que o dos antidepressivos tricíclicos amplamente usados no passado, seu uso deve ser estritamente controlado pelo psiquiatra, por dois motivos: (1) eles demoram 3 a 4 semanas para começar a fazer efeito e (2) o medicamento inicialmente prescrito pode não fazer efeito para o paciente, sendo necessária a troca e um novo período de espera.

Para finalizar, eu volto a enfatizar, por ser muito importante, que quase todos nós passamos por períodos melancólicos em que sintomas parecidos com os de início de depressão se manifestam; a distinção, que deve ser feita por psiquiatras e/ou psicólogos, levará em conta o grau de seriedade desses sintomas e o tempo que a pessoa os vem manifestando. Ir a um psiquiatra não deve causar nenhuma vergonha, pois ao contrário de uma crença que ainda resiste em pleno século XXI, eles não são só "médicos de louco". Antes de terminar esse breve texto, um conselho importante: evitem a hipocondria e a automedicação!