O diagnóstico e o tratamento do TOC – Transtorno obsessivo-compulsivo - devem ser feitos por psiquiatra ou psicólogo devidamente capacitado. Esse transtorno está classificado entre os transtornos de ansiedade e tem causa genéticas bem definidas, consistindo no desequilíbrio no funcionamento dos neurotransmissores cerebrais, como a serotonina.
O TOC funciona mais ou menos da seguinte forma: a pessoa tem um pensamento obsessivo, que invade a sua mente e a perturba; a fim de lidar com esse pensamento, a pessoa começa a desenvolver rituais, e acaba se sentindo mal se é impedida de repetir esses rituais; é por esse motivo que ele é classificado como um transtorno de ansiedade: se a pessoa for impedida de realizar seus rituais, ela manifestará vários sintomas desse transtorno.
O TOC se manifesta com vários níveis de gravidade, podendo se tornar incapacitante quando uma pessoa, por exemplo, não consegue chegar a seu trabalho ou colégio porque tem de voltar para casa "n" vezes a fim de verificar se realmente trancou a porta ao sair.
O tratamento para o TOC consiste em psicoterapia combinada ou não com medicamentos, podendo a psicoterapia ser aplicada por um psicólogo e o tratamento medicamentoso por um psiquiatra, ou ambos por um psiquiatra. O tipo de psicoterapia utilizada é a Terapia Cognitivo-Comportamental, e os medicamentos de escolha são os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), como a Fluoxetina, a Paroxina, a Sertralina, a Luvoxamina, entre outros.
Por último, mas não menos importante, devo mencionar que as informações acima têm caráter meramente informativo e não substituem o diagnóstico e o tratamento do TOC, prescritos por psicólogos e psiquiatras, profissionais que devem ser consultados sempre que haja a suspeita de TOC.
Leitura de referância: http://www.psicosite.com.br/tra/ans/obsesscompul.htm
Mostrando postagens com marcador psiquiatra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador psiquiatra. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 4 de maio de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Quando o excesso de timidez se torna uma doença
A ansiedade social ou fobia social é a intensa ansiedade que surge sempre que o paciente é submetido à avaliação de outras pessoas. Essa ansiedade, embora seja intensa, não deve se estender a todas as funções que uma pessoa possa desempenhar, pois no caso o diagnóstico seria de transtorno de ansiedade generalizada ou TAG.
O diagnóstico da ansiedade social deve ser feito por um psiquiatra ou psicólogo devidamente habilitados para tal, pois esse distúrbio, também chamado de fobia social, pode ser diagnosticado errôneamente em pessoas que são muito tímidas, porém saudáveis.
Na maioria dos casos, a fobia social se manifesta quando o paciente precisa executar certas tarefas ou é exposto a situações bem definidas. Uma sensação de timidez é perfeitamente normal quando somos observados por outras pessoas: esse desconforto, além de ser aceitável, muitas vezes pode até ter suas vantagens, pois pode fazer com que uma pessoa decida preservar sua intimidade em situações onde isso seria desejável. É nesse ponto que vale a experiência e o treinamento do psiquiatra: ele vai considerar esta vergonha ou timidez como doentia a partir do momento em que a pessoa sofre algum prejuízo pessoal por causa dela, como, por exemplo, deixar de concluir um curso de graduação ou de pós graduação por causa de um exame final que exija uma apresentação pública diante de avaliadores. Estou apenas dando um exemplo didático, pois há muitas outras ocasiões nas quais esse distúrbio pode se manifestar.
O tratamento medicamentoso é feito com benzodiazepínicos como o Clonazepam ou com o uso dos antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina. Essas medicações permitem uma recuperação entre 70 e 90% da intensidade dos sintomas. É pouco provável obter uma melhora de 100%, embora algumas pessoas fiquem bem próximas disso. Na prática, foi constatado que muitas pessoas mais velhas, normalmente com mais de 50 anos de idade, apresentam uma maior tendência de não obter melhoras significativas com as medicações; entretanto, não há estudos tenham comprovado cientificamente esse fato.
A terapia cognitivo-comportamental geralmente apresenta bons resultados quando realizada durante um tempo mínimo de duração, que varia entre um a dois anos. Não foi detectada recaída nos primeiros anos após a alta, mas acompanhamentos mais prolongados são necessários para se verificar o tempo que essa psicoterapia específica permite livrar o paciente dos sintomas: se pelo resto da vida (remissão completa dos sintomas) ou por apenas alguns anos. Pode ser até que tal psicoterapia permita uma verdadeira cura, caso os pacientes fiquem o resto da vida sem precisar de novas intervenções de qualquer natureza. Somente o tempo poderá verificar isso, ou seja, só as futuras gerações saberão desse fato.
Os efeitos colaterais mais comuns dos inibidores de recaptação de serotonina, como a Paroxetina (Paxil, Aropax), o Escitalopram (Lexapro) e a Luvoxamina (Luvox), entre outros, incluem diminuição da libido, retardo para atingir o orgasmo, aumento de peso e boca seca (este só no início do tratamento). Já os benzodiazepínicos como o Clonazepam podem causar dependência, retardar os reflexos e induzir à sonolência excessiva, principalmente no início do tratamento.
Persistindo dúvidas, não hesitem em questionar os seus psiquiatras ou mesmo considerem a possibilidade de ouvir uma segunda opinião. Como todos os demais artigos sobre saúde e fitness do Ciências e Poemas, este tem apenas caráter informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico adequado.
O diagnóstico da ansiedade social deve ser feito por um psiquiatra ou psicólogo devidamente habilitados para tal, pois esse distúrbio, também chamado de fobia social, pode ser diagnosticado errôneamente em pessoas que são muito tímidas, porém saudáveis.
Na maioria dos casos, a fobia social se manifesta quando o paciente precisa executar certas tarefas ou é exposto a situações bem definidas. Uma sensação de timidez é perfeitamente normal quando somos observados por outras pessoas: esse desconforto, além de ser aceitável, muitas vezes pode até ter suas vantagens, pois pode fazer com que uma pessoa decida preservar sua intimidade em situações onde isso seria desejável. É nesse ponto que vale a experiência e o treinamento do psiquiatra: ele vai considerar esta vergonha ou timidez como doentia a partir do momento em que a pessoa sofre algum prejuízo pessoal por causa dela, como, por exemplo, deixar de concluir um curso de graduação ou de pós graduação por causa de um exame final que exija uma apresentação pública diante de avaliadores. Estou apenas dando um exemplo didático, pois há muitas outras ocasiões nas quais esse distúrbio pode se manifestar.
O tratamento medicamentoso é feito com benzodiazepínicos como o Clonazepam ou com o uso dos antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina. Essas medicações permitem uma recuperação entre 70 e 90% da intensidade dos sintomas. É pouco provável obter uma melhora de 100%, embora algumas pessoas fiquem bem próximas disso. Na prática, foi constatado que muitas pessoas mais velhas, normalmente com mais de 50 anos de idade, apresentam uma maior tendência de não obter melhoras significativas com as medicações; entretanto, não há estudos tenham comprovado cientificamente esse fato.
A terapia cognitivo-comportamental geralmente apresenta bons resultados quando realizada durante um tempo mínimo de duração, que varia entre um a dois anos. Não foi detectada recaída nos primeiros anos após a alta, mas acompanhamentos mais prolongados são necessários para se verificar o tempo que essa psicoterapia específica permite livrar o paciente dos sintomas: se pelo resto da vida (remissão completa dos sintomas) ou por apenas alguns anos. Pode ser até que tal psicoterapia permita uma verdadeira cura, caso os pacientes fiquem o resto da vida sem precisar de novas intervenções de qualquer natureza. Somente o tempo poderá verificar isso, ou seja, só as futuras gerações saberão desse fato.
Os efeitos colaterais mais comuns dos inibidores de recaptação de serotonina, como a Paroxetina (Paxil, Aropax), o Escitalopram (Lexapro) e a Luvoxamina (Luvox), entre outros, incluem diminuição da libido, retardo para atingir o orgasmo, aumento de peso e boca seca (este só no início do tratamento). Já os benzodiazepínicos como o Clonazepam podem causar dependência, retardar os reflexos e induzir à sonolência excessiva, principalmente no início do tratamento.
Persistindo dúvidas, não hesitem em questionar os seus psiquiatras ou mesmo considerem a possibilidade de ouvir uma segunda opinião. Como todos os demais artigos sobre saúde e fitness do Ciências e Poemas, este tem apenas caráter informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico adequado.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Causas e superação do medo do escuro
Muitas pessoas se queixam de ter medo de escuro, principalmente na hora de dormir. Já ouvi homens feitos, pós-graduados e fortes fisicamente, relataram que não conseguem pegar no sono de não houver pelo menos uma pequena lâmpada acesa no quarto. Aí eu fiquei pensando: o que leva tantas pessoas a temerem a escuridão total, um fator que os especialistas classificam como essencial para uma boa noite de sono?
Não precisei pesquisar nem pensar muito para concluir que essa condição é um dos medos ancestrais de nossa espécie, o qual, que em certas fases de nossa evolução, nos favoreceu de alguma forma. Penso que o medo do escuro vem nos acompanhando desde quando o homem primitivo ainda não sabia como fazer fogo para se iluminar à noite, tendo então um medo mais do que justificável de ser atacado por predadores noturnos, como os grandes felinos, que caçam preferencialmente à noite.
Nossa civilização evoluiu e hoje nós, felizmente, não corremos o risco de sermos devorados por um leão na segurança de nossos quartos; muitos de nós estamos condicionados a ter medo do escuro, por nossa herança genética proveniente de nossos ancestrais das cavernas. Essa explicação científica faz com que não seja adequado qualificar as pessoas que têm esse medo como covardes.
Como uma boa noite de sono é essencial para a saúde física e mental, se realmente esse medo é muito forte em você e está atrapalhando o seu sono, eu o (a) aconselho a se consultar com um psicólogo ou psiquiatra, para fazer terapia que, normalmente, o (a) ajudará a lidar melhor com suas fobias e medos. A terapia condicionará o seu subconsciente de que você não corre perigo de ser atacado à noite, e assim você vai superar esse medo e dormir bem como um bebê. Para conhecer algumas dicas simples para ter uma boa noite de sono, clique aqui.
Não precisei pesquisar nem pensar muito para concluir que essa condição é um dos medos ancestrais de nossa espécie, o qual, que em certas fases de nossa evolução, nos favoreceu de alguma forma. Penso que o medo do escuro vem nos acompanhando desde quando o homem primitivo ainda não sabia como fazer fogo para se iluminar à noite, tendo então um medo mais do que justificável de ser atacado por predadores noturnos, como os grandes felinos, que caçam preferencialmente à noite.
Nossa civilização evoluiu e hoje nós, felizmente, não corremos o risco de sermos devorados por um leão na segurança de nossos quartos; muitos de nós estamos condicionados a ter medo do escuro, por nossa herança genética proveniente de nossos ancestrais das cavernas. Essa explicação científica faz com que não seja adequado qualificar as pessoas que têm esse medo como covardes.
Como uma boa noite de sono é essencial para a saúde física e mental, se realmente esse medo é muito forte em você e está atrapalhando o seu sono, eu o (a) aconselho a se consultar com um psicólogo ou psiquiatra, para fazer terapia que, normalmente, o (a) ajudará a lidar melhor com suas fobias e medos. A terapia condicionará o seu subconsciente de que você não corre perigo de ser atacado à noite, e assim você vai superar esse medo e dormir bem como um bebê. Para conhecer algumas dicas simples para ter uma boa noite de sono, clique aqui.
domingo, 27 de março de 2011
Como diferenciar depressão e tristeza
A depressão é uma doença séria que tanto pode ir se desenvolvendo aos poucos como pode ter um início brusco (como uma situação de luto por perda de um ente querido, por exemplo). No primeiro caso, os sintomas iniciais são um desejo crescente de isolamento social, perda ou aumento repentino do apetite, diminuição da libido, sensibilidade exagerada (a pessoa chora à toa), perda de interesse em atividades que antes costumavam ser prezeirosas, etc. Como muitos desses sintomas são comuns a fases de melancolia e tristeza às quais quase todos nós estamos sujeitos pelo menos uma vez na vida, só um psicólogo ou psiquiatra experiente pode fazer o diagnóstico da depressão na fase inicial da doença.
A depressão muitas vezes está associada com outras doenças, como ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, etc (isso se chama comorbidade), mas pode ocorrer isoladamente. Todos esses distúrbios quase sempre têm base genética, e é importante que o paciente informe ao médico se tem casos de depressão na família.
A depressão que se segue a um evento traumático como a perda de um ente querido é, de certa forma, normal e se chama "depressão reativa" ou luto. Obviamente, ela requer tratamento para aliviar o sofrimento quando este é tão intenso que prejudica a vida social e profissional do paciente, mas só poderá ser caracterizada como depressão propriamente dita se continuar muito forte por mais de seis meses a um ano.
Em casos de suspeita de depressão, como já foi enfatizado, o paciente deve procurar o auxílio de um psiquiatra que seja treinado também em psicanálise, pois o tratamento da depressão envolve o uso de medicação apropriada e psicoterapia. Ou então a pessoa pode ir ao psiquiatra para avaliar a necessidade do uso de medicação e fazer a psicoterapia com um bom psicólogo. Embora os antidepressivos modernos sejam eficientes e apresentem um perfil de efeitos colaterais mais brando que o dos antidepressivos tricíclicos amplamente usados no passado, seu uso deve ser estritamente controlado pelo psiquiatra, por dois motivos: (1) eles demoram 3 a 4 semanas para começar a fazer efeito e (2) o medicamento inicialmente prescrito pode não fazer efeito para o paciente, sendo necessária a troca e um novo período de espera.
Para finalizar, eu volto a enfatizar, por ser muito importante, que quase todos nós passamos por períodos melancólicos em que sintomas parecidos com os de início de depressão se manifestam; a distinção, que deve ser feita por psiquiatras e/ou psicólogos, levará em conta o grau de seriedade desses sintomas e o tempo que a pessoa os vem manifestando. Ir a um psiquiatra não deve causar nenhuma vergonha, pois ao contrário de uma crença que ainda resiste em pleno século XXI, eles não são só "médicos de louco". Antes de terminar esse breve texto, um conselho importante: evitem a hipocondria e a automedicação!
A depressão muitas vezes está associada com outras doenças, como ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, etc (isso se chama comorbidade), mas pode ocorrer isoladamente. Todos esses distúrbios quase sempre têm base genética, e é importante que o paciente informe ao médico se tem casos de depressão na família.
A depressão que se segue a um evento traumático como a perda de um ente querido é, de certa forma, normal e se chama "depressão reativa" ou luto. Obviamente, ela requer tratamento para aliviar o sofrimento quando este é tão intenso que prejudica a vida social e profissional do paciente, mas só poderá ser caracterizada como depressão propriamente dita se continuar muito forte por mais de seis meses a um ano.
Em casos de suspeita de depressão, como já foi enfatizado, o paciente deve procurar o auxílio de um psiquiatra que seja treinado também em psicanálise, pois o tratamento da depressão envolve o uso de medicação apropriada e psicoterapia. Ou então a pessoa pode ir ao psiquiatra para avaliar a necessidade do uso de medicação e fazer a psicoterapia com um bom psicólogo. Embora os antidepressivos modernos sejam eficientes e apresentem um perfil de efeitos colaterais mais brando que o dos antidepressivos tricíclicos amplamente usados no passado, seu uso deve ser estritamente controlado pelo psiquiatra, por dois motivos: (1) eles demoram 3 a 4 semanas para começar a fazer efeito e (2) o medicamento inicialmente prescrito pode não fazer efeito para o paciente, sendo necessária a troca e um novo período de espera.
Para finalizar, eu volto a enfatizar, por ser muito importante, que quase todos nós passamos por períodos melancólicos em que sintomas parecidos com os de início de depressão se manifestam; a distinção, que deve ser feita por psiquiatras e/ou psicólogos, levará em conta o grau de seriedade desses sintomas e o tempo que a pessoa os vem manifestando. Ir a um psiquiatra não deve causar nenhuma vergonha, pois ao contrário de uma crença que ainda resiste em pleno século XXI, eles não são só "médicos de louco". Antes de terminar esse breve texto, um conselho importante: evitem a hipocondria e a automedicação!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Ansiedade
A ansiedade extrema é um mal terrível. Faz a gente viver sempre no futuro, antecipando acontecimentos que provavelmente jamais ocorrerão. Às vezes seus sintomas são somente psicológicos, mas há casos agudos em que ocorrem taquicardia, mãos frias, suor abundante, inclusive nas mãos e até no couro cabeludo, etc.
Os sintomas psicológicos da ansiedade mórbida são realmente torturantes. É claro que uma certa dose de ansiedade pode ser normal e até positiva: por exemplo, você tem que proferir uma palestra, e fica ansioso nos instantes que precedem esse "grande momento"; a ansiedade aumenta a produção de adrenalina e - se você não tiver aquele "branco" - poderá começar gaguejando um pouco, mas logo as palavras fluirão de sua boca numa torrente amazônica. Ansiedade em excesso é uma tortura; ansiedade na dose certa pode ser um dos segredos do sucesso.
Se você sentir-se muito ansioso por algumas semanas e isso estiver prejudicando suas atividades normais, é hora de procurar auxílio. Vá a um psiquiatra treinado em psicanálise, pois ele poderá tratá-lo tanto de forma analítica quanto medicamentosa -nesse último caso, se ele perceber que vale a pena atenuar os seus sintomas até a psicoterapia fazer efeito.
Não tenha vergonha de procurar um psiquiatra: ele não é necessariamente um "médico de loucos", mas também atende pessoas normais, como eu e você, quando a intensidade da vida moderna transforma nossa rotina num turbilhão sufocante. Marque uma consulta, tome um medicamento, se o médico achar que é necessário e aproveite a situação para se conhecer um pouco melhor. Todos os grandes mestres da humanidade, de Buda a Cristo, passando por Sócrates, Platão, Ghandi, Freud, Jung e outros foram unânimes em afirmar: "conhece-te a ti mesmo".
Na verdade, eu estou ansioso agora porque marquei para almoçar com meu filho e ele, para variar, está atrasado. Para dissipar a tensão, resolvi escrever esse post. Assim vou descobrindo as vantagens de se ter um blog - uma delas, com certeza, é dissipar a ansiedade! E não é que funcionou direitinho? O interfone está tocando. Felizmente, ele chegou. Que alívio!
Sérgio
Os sintomas psicológicos da ansiedade mórbida são realmente torturantes. É claro que uma certa dose de ansiedade pode ser normal e até positiva: por exemplo, você tem que proferir uma palestra, e fica ansioso nos instantes que precedem esse "grande momento"; a ansiedade aumenta a produção de adrenalina e - se você não tiver aquele "branco" - poderá começar gaguejando um pouco, mas logo as palavras fluirão de sua boca numa torrente amazônica. Ansiedade em excesso é uma tortura; ansiedade na dose certa pode ser um dos segredos do sucesso.
Se você sentir-se muito ansioso por algumas semanas e isso estiver prejudicando suas atividades normais, é hora de procurar auxílio. Vá a um psiquiatra treinado em psicanálise, pois ele poderá tratá-lo tanto de forma analítica quanto medicamentosa -nesse último caso, se ele perceber que vale a pena atenuar os seus sintomas até a psicoterapia fazer efeito.
Não tenha vergonha de procurar um psiquiatra: ele não é necessariamente um "médico de loucos", mas também atende pessoas normais, como eu e você, quando a intensidade da vida moderna transforma nossa rotina num turbilhão sufocante. Marque uma consulta, tome um medicamento, se o médico achar que é necessário e aproveite a situação para se conhecer um pouco melhor. Todos os grandes mestres da humanidade, de Buda a Cristo, passando por Sócrates, Platão, Ghandi, Freud, Jung e outros foram unânimes em afirmar: "conhece-te a ti mesmo".
Na verdade, eu estou ansioso agora porque marquei para almoçar com meu filho e ele, para variar, está atrasado. Para dissipar a tensão, resolvi escrever esse post. Assim vou descobrindo as vantagens de se ter um blog - uma delas, com certeza, é dissipar a ansiedade! E não é que funcionou direitinho? O interfone está tocando. Felizmente, ele chegou. Que alívio!
Sérgio
Obrigado pela visita!
Assinar:
Postagens (Atom)