Um artigo escrito no dia 01/04/2011 por John Vidal, no jornal britânico “The Guardian”, do qual ele é editor para a área de meio ambiente, revela fatos e dados estarrecedores sobre o acidente nuclear ocorrido na Usina de Chernobyl, Ucrânia, antiga União Soviética, em 1986.
Nesse artigo, Vidal descreve conseqüências desse acidente que não foram divulgados para o público mundial. Ao comparar essa tragédia com o acidente ora em curso na Usina de Fukushima, no Japão, ele afirma que as autoridades japonesas, como fizeram as soviéticas em 1986, estão nos informando muito pouco sobre o que realmente aconteceu nessa catástrofe. Para reafirmar seus argumentos, Vidal cita as palavras de Alexey Yablokov, membro da Academia Russa de Ciências, e conselheiro do presidente Gorbatchev à época de Chernobyl: “quando você ouvir 'não há perigo imediato' [de radiação nuclear] então é hora de correr para o mais longe e o mais rápido que você puder”.
Em seu artigo, John Vidal narra o que observou numa visita que ele e sua equipe de reportagem fizeram, há cinco anos, a áreas ainda altamente contaminadas da Ucrânia e da fronteira da Bielorrússia, onde a maior parte da radioatividade de Chernobyl se concentrou. Eles visitaram vários hospitais da região, tendo constatado um quadro alarmante de pessoas ainda seriamente afetadas pelos efeitos da radiação, 20 anos após a ocorrência da catástrofe nuclear.
Dentre os problemas constatados por Vidal e seus colegas, eles relatam casos de bebês deformados e com mutações genéticas; crianças doentes; adolescentes com crescimento anormal e corpo deformado; fetos sem pernas ou dedos e pessoas dizendo que todos os membros de suas famílias estavam doentes. Uma médica emocionada disse a eles que, em alguns lugares, uma em três gestações tem má-formação e que ela estava sobrecarregada de pessoas com desordens nos sistemas imunológicos e endócrinos. Outros relatos davam conta de que uma quantidade significativa de radiação estava presente na cadeia alimentar mesmo de áreas relativamente distantes de Chernobyl, fato responsável pela contaminação do leite materno por isótopos radioativos de césio e estrôncio, sendo relativamente comuns os casos de câncer de tireóide e de pessoas que apresentam taxas aceleradas de envelhecimento.
Vidal colheu o depoimento pessoal de um dos homens que ajudou a limpar o que restou da Usina de Chernobyl , durante o qual este afirmou que praticamente todos os seus colegas morreram ou desenvolveram algum câncer, de um tipo ou outro, mas que nunca ninguém entrou em contato com ele para mostrar as evidências. De fato, a Academia Russa de Ciências Médicas declarou em 2006 que 212 mil pessoas haviam morrido em consequência do acidente nuclear de Chernobyl.
O jornalista termina seu artigo aventando a hipótese de que o acidente nuclear de Fukushima pode ser pior que o de Chernobyl, afirmando que “ainda não sabemos o resultado final, mas ouvir de especialistas que a radioatividade não é nada sério, ou que esse acidente prova que precisamos de energia nuclear, não é nada menos de trágico”.
Traduzido e resumido por mim em 03/04/2011. A reportagem original (em inglês) está disponível no link http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2011/apr/01/fukushima-chernobyl-risks-radiation.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Quais são as probabilidades de ocorrência de acidentes nucleares?
Após o recente acidente na Usina de Fukushima, no Japão, vários países resolveram paralisar a expansão de seus programas nucleares para geração de energia elétrica, como a França e a Alemanha, justamente porque as chances de ocorrer um acidente nuclear não são tão pequenas quanto os adeptos dessa tecnologia alegam. Para ter uma idéia dessa probabilidade, devemos considerar os acidentes nucleares ocorridos nos últimos 30 anos no mundo:
1) março de 1979 -EUA- acidente na usina de Three Mile Island, na Pensilvãnia (EUA);
2) agosto de 1979 - EUA - um vazamento de urânio em uma instalação nuclear secreta perto de no Tenessee (EUA) contaminou cerca de mil pessoas;
3) março de 1981- Japão - quatro vazamentos radioativos ocorrem na usina nuclear de Tsuruga, tendo contaminado 278 pessoas com a radiação liberada;
4)1986 - antiga União Soviética- acidente na Usina de Chernobyl, na Ucrânia, que causou a morte de cerca de 25 mil pessoas segundo estimativas oficiais; esse acidente tem sido considerado o pior da história da humanidade até hoje;
5) 1987 - Brasil - acidente com o vazamento de césio 137, ocorrido em Goiânia, no qual centenas de pessoas foram contaminadas pela radiação emitida por uma única cápsula contendo o citado isótopo radioativo, que foi encontrada por acaso, por catadores de lixo nas instalações abandonadas do Instituto Goiano de Radioterapia (também conhecido como Santa Casa de Misericórdia);
6) abril de 1993 - Rússia - uma explosão na usina de reprocessamento de combustível irradiado em Tomsk-7, cidade secreta da Sibéria Ocidental, provocou a formação de uma nuvem e a projeção de material radioativo. O número de vítimas é desconhecido.
7) março de 1997 - Japão - explosão na usina experimental de reprocessamento de Tokaimura (nordeste de Tóquio) , que causou um incêncio e a contaminação de 37 pessoas;
8) setembro de 1999 - Japão - um novo acidente na Usina de Tokaimura, devido a erro humano, levou à morte dois técnicos, à contaminação de 600 pessoas e à evacuação de 320 mil pessoas da área do entorno da usina.
9) agosto de 2004 - Japão - um vazamento de vapor não radioativo na Usina de Mihama provocou a morte de 5 funcionários que foram queimados pelo vapor;
10) julho de 2008 -França - vazamento de subatâncias radioativas durante uma manutenção normal na Usina de Tricastin, que contaminou levemente cerca de 100 funcionários;
11) março de 2011 -Japão - acidente na Usina Nuclear de Fukushima, situada a 250 km ao norte de Tóquio, ainda sem controle.
Como podemos ver, nos últimos 30 anos ocorreram no mundo 11 acidentes nucleares, o que dá uma média de 0,36 acidentes nucleares por ano, ou cerca de três a cada 10 anos. Não devemos considerar esse número como evidência contundente de que a produção de eletricidade em usinas nucleares deva ser abandonada definitivamente pela humanidade, pois, além de haver muitos países desenvolvidos com pequeno ou nenhum potencial hidrelétrico (caso da maioria dos países europeus), devemos comparar tais cifras com a de acidentes ocorridos em outras fontes de produção de energia elétrica, como as usinas termelétricas, o que será tema de uma postagem futura do Ciências e Poemas.
Fonte parcial: portal IG.
1) março de 1979 -EUA- acidente na usina de Three Mile Island, na Pensilvãnia (EUA);
2) agosto de 1979 - EUA - um vazamento de urânio em uma instalação nuclear secreta perto de no Tenessee (EUA) contaminou cerca de mil pessoas;
3) março de 1981- Japão - quatro vazamentos radioativos ocorrem na usina nuclear de Tsuruga, tendo contaminado 278 pessoas com a radiação liberada;
4)1986 - antiga União Soviética- acidente na Usina de Chernobyl, na Ucrânia, que causou a morte de cerca de 25 mil pessoas segundo estimativas oficiais; esse acidente tem sido considerado o pior da história da humanidade até hoje;
5) 1987 - Brasil - acidente com o vazamento de césio 137, ocorrido em Goiânia, no qual centenas de pessoas foram contaminadas pela radiação emitida por uma única cápsula contendo o citado isótopo radioativo, que foi encontrada por acaso, por catadores de lixo nas instalações abandonadas do Instituto Goiano de Radioterapia (também conhecido como Santa Casa de Misericórdia);
6) abril de 1993 - Rússia - uma explosão na usina de reprocessamento de combustível irradiado em Tomsk-7, cidade secreta da Sibéria Ocidental, provocou a formação de uma nuvem e a projeção de material radioativo. O número de vítimas é desconhecido.
7) março de 1997 - Japão - explosão na usina experimental de reprocessamento de Tokaimura (nordeste de Tóquio) , que causou um incêncio e a contaminação de 37 pessoas;
8) setembro de 1999 - Japão - um novo acidente na Usina de Tokaimura, devido a erro humano, levou à morte dois técnicos, à contaminação de 600 pessoas e à evacuação de 320 mil pessoas da área do entorno da usina.
9) agosto de 2004 - Japão - um vazamento de vapor não radioativo na Usina de Mihama provocou a morte de 5 funcionários que foram queimados pelo vapor;
10) julho de 2008 -França - vazamento de subatâncias radioativas durante uma manutenção normal na Usina de Tricastin, que contaminou levemente cerca de 100 funcionários;
11) março de 2011 -Japão - acidente na Usina Nuclear de Fukushima, situada a 250 km ao norte de Tóquio, ainda sem controle.
Como podemos ver, nos últimos 30 anos ocorreram no mundo 11 acidentes nucleares, o que dá uma média de 0,36 acidentes nucleares por ano, ou cerca de três a cada 10 anos. Não devemos considerar esse número como evidência contundente de que a produção de eletricidade em usinas nucleares deva ser abandonada definitivamente pela humanidade, pois, além de haver muitos países desenvolvidos com pequeno ou nenhum potencial hidrelétrico (caso da maioria dos países europeus), devemos comparar tais cifras com a de acidentes ocorridos em outras fontes de produção de energia elétrica, como as usinas termelétricas, o que será tema de uma postagem futura do Ciências e Poemas.
Fonte parcial: portal IG.
Breves observações sobre o aquecimento global
O chamado aquecimento global tem ampla extensão porque afeta o mundo todo, sendo que seus efeitos variam um pouco conforme a parte do mundo analisada. O aquecimento global, tão citado na mídia, tem causas antropogênicas (isto é, ele é causado pelo homem, "antropos" em grego antigo), centradas na intensificação do efeito estufa pelo aumento do teor de dióxido de carbono na atmosfera, que tem ocorrido desde o início da Revolução Industrial no século XVIII, ocasião em que a humanidade começou a queimar grandes quantidades de combustíveis fósseis, como o carvão mineral na recém-inventada máquina a vapor e mais tarde o petróleo, que passou a ser a maior fonte de poluição desde a popularização dos automóveis a partir do final do século XIX.
Mas o efeito estufa natural é um fenômeno útil ao nosso planeta, pois a retenção de calor na atmosfera por gases como o já citado dióxido de carbono (CO2), o metano e principalmente o vapor dágua, é indispensável à manutenção da vida nas formas existentes atualmente na Terra. Isso acontece porque o sol não aquece diretamente a atmosfera terrestre. Seu calor, que chega até nosso planeta através de ondas eletromagnéticas (os raios infravermelhos), primeiro aquece os continentes e depois os oceanos, pis as massas de água demoram um pouco mais a se aquecerem devido ao elevado calor específico da água, que é de 1,0 cal/gºC. Uma vez aquecida, a Terra devolve parte de seu calor ao espaço pela radiação e outra parte se propaga na atmosfera por convecção, ficando retido nela pela ação dos citados gases, num fenômeno conhecido pelo efeito estufa.
Por último, mas não menos importante, é necessário citar que vários cientistas de renome refutam o aquecimento global antropogênico, alegando que ele é uma farsa elaborada pelos países ricos para retardar o desenvolvimento econômico dos países do assim chamado terceiro mundo. Além disso, se a Terra mantiver o padrão de intercalações de períodos glaciais com 100 mil anos de duração com períodos interglaciais de 10 a 12 mil anos de duração, padrão esse que prevalesceu nos últimos 2 milhões de anos, a Terra pode estar à beira de uma nova glaciação, pois estamos vivendo há cerca de 10 mil anos no período interglacial que se seguiu à última glaciação.
Mas o efeito estufa natural é um fenômeno útil ao nosso planeta, pois a retenção de calor na atmosfera por gases como o já citado dióxido de carbono (CO2), o metano e principalmente o vapor dágua, é indispensável à manutenção da vida nas formas existentes atualmente na Terra. Isso acontece porque o sol não aquece diretamente a atmosfera terrestre. Seu calor, que chega até nosso planeta através de ondas eletromagnéticas (os raios infravermelhos), primeiro aquece os continentes e depois os oceanos, pis as massas de água demoram um pouco mais a se aquecerem devido ao elevado calor específico da água, que é de 1,0 cal/gºC. Uma vez aquecida, a Terra devolve parte de seu calor ao espaço pela radiação e outra parte se propaga na atmosfera por convecção, ficando retido nela pela ação dos citados gases, num fenômeno conhecido pelo efeito estufa.
Por último, mas não menos importante, é necessário citar que vários cientistas de renome refutam o aquecimento global antropogênico, alegando que ele é uma farsa elaborada pelos países ricos para retardar o desenvolvimento econômico dos países do assim chamado terceiro mundo. Além disso, se a Terra mantiver o padrão de intercalações de períodos glaciais com 100 mil anos de duração com períodos interglaciais de 10 a 12 mil anos de duração, padrão esse que prevalesceu nos últimos 2 milhões de anos, a Terra pode estar à beira de uma nova glaciação, pois estamos vivendo há cerca de 10 mil anos no período interglacial que se seguiu à última glaciação.
Quais são os locais mais secos e mais úmidos do mundo?
O país mais úmido do mundo é a Índia, pois lá existe o fenômeno das monções, causado pelo aparecimento sazonal de grandes diferenças térmicas entre o Oceano Índico e o continente. Esse fenômeno origina as chamadas chuvas de monções, que duram alguns meses e acumulam grandes volumes de precipitação.
A cidade considerada mais úmida do mundo, com base em dados das últimas décadas é a cidade de Mawsynram, localizada a cerca de 16 km a oeste de Cherrapunji, no Estado de Meghalaya, na Índia. Seus índices de pluviosidade são superiores a 12 mil milímetros de chuva por ano. Mawsynram também detém o recorde de mais alta pluviosidade no período de 24 horas na Índia, de 989,6 milimetros, em 10 de Julho de 1952. Para termos uma idéia de quanta chuva esses números significam, o município de São Paulo, segundo sua página oficial na internet, registrou uma pluviosidade média anual de 1529,6 mm no período compreendido entre os anos de 1980 e 2001. Isso significa que na cidade de São Paulo, que sofre com grandes alagamentos na estação chuvosa, a quantidade média de chuva anual é 8 vezes inferior à da já citada cidade indiana de Mawsynram.
Ainda considerando os locais mais úmidos do mundo, a ilha de Kauai, no arquipélago do Havaí, EUA, embora seja considerada por muitos como o local mais úmido do mundo, na verdade ocupa a segunda colocação, com pluviosidade média de cerca de 11 mil milímetros de chuva anuais.
O país onde existem os locais mais secos do mundo é o Chile, pois, no deserto de Atacama, situado no norte desse país, cidades como Iquique e Antofagasta só vêem chuva forte uma ou duas vezes por século! No município de Arica, um dos mais secos desse deserto, a média de chuvas não ultrapassa míseros 0,5 milímetro por ano.
A cidade considerada mais úmida do mundo, com base em dados das últimas décadas é a cidade de Mawsynram, localizada a cerca de 16 km a oeste de Cherrapunji, no Estado de Meghalaya, na Índia. Seus índices de pluviosidade são superiores a 12 mil milímetros de chuva por ano. Mawsynram também detém o recorde de mais alta pluviosidade no período de 24 horas na Índia, de 989,6 milimetros, em 10 de Julho de 1952. Para termos uma idéia de quanta chuva esses números significam, o município de São Paulo, segundo sua página oficial na internet, registrou uma pluviosidade média anual de 1529,6 mm no período compreendido entre os anos de 1980 e 2001. Isso significa que na cidade de São Paulo, que sofre com grandes alagamentos na estação chuvosa, a quantidade média de chuva anual é 8 vezes inferior à da já citada cidade indiana de Mawsynram.
Ainda considerando os locais mais úmidos do mundo, a ilha de Kauai, no arquipélago do Havaí, EUA, embora seja considerada por muitos como o local mais úmido do mundo, na verdade ocupa a segunda colocação, com pluviosidade média de cerca de 11 mil milímetros de chuva anuais.
O país onde existem os locais mais secos do mundo é o Chile, pois, no deserto de Atacama, situado no norte desse país, cidades como Iquique e Antofagasta só vêem chuva forte uma ou duas vezes por século! No município de Arica, um dos mais secos desse deserto, a média de chuvas não ultrapassa míseros 0,5 milímetro por ano.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A dificuldade de se prever o futuro
Muitas pessoas me perguntam como o mundo e a humanidade estarão no ano de 2050. Eu, particularmente, acho muito difícil fazer previsões sobre o futuro com base no presente. Exemplos de pessoas geniais que conseguiram antecipar as tendências do futuro com certa precisão são o renascentista italiano Leonardo da Vinci, que rascunhou muitos projetos de caráter futurístico, e o escritor francês Júlio Verne, que em seus romances mais famosos, como Vinte mil léguas submarinas e Viagem ao centro da Terra, escritos em meados do século XIX, antecipou inventos que seriam viabilizados no século XX, como o submarino.
Mas, igualmente, há exemplos de previsões que não se concretizaram. Por exemplo, o brilhante economista inglês Thomas Malthus, no início do século XIX, escreveu que o crescimento da população humana ocorria em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética (e ele estava certo na época); assim sendo, ele previu que, no ano de 1850, haveria muita fome no mundo. Ocorre que, justamente por volta de 1850, agricultores alemães perceberam que a aplicação de sais de potássio no solo aumentava muito a produção de alimentos pelas plantas. Estavam descobertos os fertilizantes químicos, os quais, juntamente com os primeiros pesticidas introduzidos cerca de 30 anos mais tarde, criaram uma grande revolução na agricultura, na qual a produção de alimentos pôde acompanhar o crescimento da população. Além disso, avanços tecnológicos permitiram transformar grandes áreas outrora desabitadas em áreas agrícolas, como as planícies centrais do Estados Unidos da América e do sudoeste da Rússia e, mais modernamente, o Cerrado Brasileiro.
Ao tentar prever o que ocorrerá no mundo em meados do século atual, poderemos acertar como Júlio Verne ou errar como Thomas Malthus. Como sou freqüentemente questionado por muitas pessoas, darei a minha opinião pessoal. Se não nos autodestruirmos até lá numa 3ª grande guerra (o que eu acho pouco provável), penso que a população mundial atingirá um ponto de estabilidade em meados do século XXI, e avanços na engenharia genética causarão outra revolução agrícola, impedindo que os cerca de 8 bilhões de terráqueos passem fome, pelo menos em larga escala.
Já que não tenho certeza de nada, prefiro ser otimista, porque se formos pessimistas demais nós não nos casaremos, não teremos filhos e acabaremos amargos e sofrendo sem necessidade. Creio que os métodos de tratamento e prevenção de doenças estarão muito mais avançados, e que a expectativa de vida média da população dos países mais desenvolvidos se situará entre os 100 e os 120 anos.
Penso que, com o avanço da genética, logo será possível detectar precocemente as doenças examinando-se uma única gota de sangue, fluido corporal que é uma boa base de amostra porque todas as células de todos os tecidos do corpo acabam caindo na corrente sanguínea.
Eu também não acredito no aquecimento global, pois cientistas de renome (cujas idéias não são muito divulgadas pela mídia) dizem que o aquecimento global terminou em 1998, e as temperaturas médias do planeta vêm caindo lenta e progressivamente desde o citado ano. Muitos de nós já percebemos que os invernos na Europa, na China e nos EUA estão mais frios a cada ano. Pois é, acho que em 2050 estaremos saindo da mini era glacial na qual estamos entrando agora. E, no mais, tratarei de viver no presente com intensidade, pois, como diziam nossas avós, “o futuro a Deus pertence”.
Mas, igualmente, há exemplos de previsões que não se concretizaram. Por exemplo, o brilhante economista inglês Thomas Malthus, no início do século XIX, escreveu que o crescimento da população humana ocorria em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética (e ele estava certo na época); assim sendo, ele previu que, no ano de 1850, haveria muita fome no mundo. Ocorre que, justamente por volta de 1850, agricultores alemães perceberam que a aplicação de sais de potássio no solo aumentava muito a produção de alimentos pelas plantas. Estavam descobertos os fertilizantes químicos, os quais, juntamente com os primeiros pesticidas introduzidos cerca de 30 anos mais tarde, criaram uma grande revolução na agricultura, na qual a produção de alimentos pôde acompanhar o crescimento da população. Além disso, avanços tecnológicos permitiram transformar grandes áreas outrora desabitadas em áreas agrícolas, como as planícies centrais do Estados Unidos da América e do sudoeste da Rússia e, mais modernamente, o Cerrado Brasileiro.
Ao tentar prever o que ocorrerá no mundo em meados do século atual, poderemos acertar como Júlio Verne ou errar como Thomas Malthus. Como sou freqüentemente questionado por muitas pessoas, darei a minha opinião pessoal. Se não nos autodestruirmos até lá numa 3ª grande guerra (o que eu acho pouco provável), penso que a população mundial atingirá um ponto de estabilidade em meados do século XXI, e avanços na engenharia genética causarão outra revolução agrícola, impedindo que os cerca de 8 bilhões de terráqueos passem fome, pelo menos em larga escala.
Já que não tenho certeza de nada, prefiro ser otimista, porque se formos pessimistas demais nós não nos casaremos, não teremos filhos e acabaremos amargos e sofrendo sem necessidade. Creio que os métodos de tratamento e prevenção de doenças estarão muito mais avançados, e que a expectativa de vida média da população dos países mais desenvolvidos se situará entre os 100 e os 120 anos.
Penso que, com o avanço da genética, logo será possível detectar precocemente as doenças examinando-se uma única gota de sangue, fluido corporal que é uma boa base de amostra porque todas as células de todos os tecidos do corpo acabam caindo na corrente sanguínea.
Eu também não acredito no aquecimento global, pois cientistas de renome (cujas idéias não são muito divulgadas pela mídia) dizem que o aquecimento global terminou em 1998, e as temperaturas médias do planeta vêm caindo lenta e progressivamente desde o citado ano. Muitos de nós já percebemos que os invernos na Europa, na China e nos EUA estão mais frios a cada ano. Pois é, acho que em 2050 estaremos saindo da mini era glacial na qual estamos entrando agora. E, no mais, tratarei de viver no presente com intensidade, pois, como diziam nossas avós, “o futuro a Deus pertence”.
Causas e superação do medo do escuro
Muitas pessoas se queixam de ter medo de escuro, principalmente na hora de dormir. Já ouvi homens feitos, pós-graduados e fortes fisicamente, relataram que não conseguem pegar no sono de não houver pelo menos uma pequena lâmpada acesa no quarto. Aí eu fiquei pensando: o que leva tantas pessoas a temerem a escuridão total, um fator que os especialistas classificam como essencial para uma boa noite de sono?
Não precisei pesquisar nem pensar muito para concluir que essa condição é um dos medos ancestrais de nossa espécie, o qual, que em certas fases de nossa evolução, nos favoreceu de alguma forma. Penso que o medo do escuro vem nos acompanhando desde quando o homem primitivo ainda não sabia como fazer fogo para se iluminar à noite, tendo então um medo mais do que justificável de ser atacado por predadores noturnos, como os grandes felinos, que caçam preferencialmente à noite.
Nossa civilização evoluiu e hoje nós, felizmente, não corremos o risco de sermos devorados por um leão na segurança de nossos quartos; muitos de nós estamos condicionados a ter medo do escuro, por nossa herança genética proveniente de nossos ancestrais das cavernas. Essa explicação científica faz com que não seja adequado qualificar as pessoas que têm esse medo como covardes.
Como uma boa noite de sono é essencial para a saúde física e mental, se realmente esse medo é muito forte em você e está atrapalhando o seu sono, eu o (a) aconselho a se consultar com um psicólogo ou psiquiatra, para fazer terapia que, normalmente, o (a) ajudará a lidar melhor com suas fobias e medos. A terapia condicionará o seu subconsciente de que você não corre perigo de ser atacado à noite, e assim você vai superar esse medo e dormir bem como um bebê. Para conhecer algumas dicas simples para ter uma boa noite de sono, clique aqui.
Não precisei pesquisar nem pensar muito para concluir que essa condição é um dos medos ancestrais de nossa espécie, o qual, que em certas fases de nossa evolução, nos favoreceu de alguma forma. Penso que o medo do escuro vem nos acompanhando desde quando o homem primitivo ainda não sabia como fazer fogo para se iluminar à noite, tendo então um medo mais do que justificável de ser atacado por predadores noturnos, como os grandes felinos, que caçam preferencialmente à noite.
Nossa civilização evoluiu e hoje nós, felizmente, não corremos o risco de sermos devorados por um leão na segurança de nossos quartos; muitos de nós estamos condicionados a ter medo do escuro, por nossa herança genética proveniente de nossos ancestrais das cavernas. Essa explicação científica faz com que não seja adequado qualificar as pessoas que têm esse medo como covardes.
Como uma boa noite de sono é essencial para a saúde física e mental, se realmente esse medo é muito forte em você e está atrapalhando o seu sono, eu o (a) aconselho a se consultar com um psicólogo ou psiquiatra, para fazer terapia que, normalmente, o (a) ajudará a lidar melhor com suas fobias e medos. A terapia condicionará o seu subconsciente de que você não corre perigo de ser atacado à noite, e assim você vai superar esse medo e dormir bem como um bebê. Para conhecer algumas dicas simples para ter uma boa noite de sono, clique aqui.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Fabricação e reciclagem do vidro
O vidro é fabricado com a fusão do mineral quartzo (dióxido de silício, SiO2) com pequenas quantidade de soda e de potassa. Sua descoberta deve ter acontecido por acaso, quando, nos primórdios da civilização, alguém fez uma fogueira muito quente sobre um solo constituído pela mistura dos citados materiais e obteve assim um material fundido e transparente. Com a inteligência que é típica de nossa espécie, o homem logo encontrou empregos úteis para essa nova substância.
O quartzo utilizado na fabricação do vidro normalmente é proveniente de areias quartzozas muito puras, encontradas em terraços fluviais e principalmente em praias e dunas. Como a maior parte das areias contém pequenos fragmentos de ferro sob a forma de óxidos como a limonita e a magnetita, elas são passadas por um separador magnético que reterá o ferro; mesmo pequenas quantidades desse elemento podem conferir ao vidro uma coloração esverdeada que normalmente não é apreciada pelos consumidores.
Alguns elementos químicos podem ser acrescentados aos vidros para dar aos mesmos certas propriedades físicas desejáveis, como o óxido de chumbo para os vidros óticos (muitos já devem ter reparado que o vidro de uma lupa ou lente de aumento, por exemplo, é mais pesado que o vidro comum), o boro para torná-lo resistente ao calor, produzindo assim panelas de vidro, tubos de ensaio, etc. Outros elementos servem para colorir o vidro, como pequenas quantidades de óxido de cobalto, que tornam o vidro azul.
A reciclagem do vidro, refundindo o mesmo para fabricar vidro novo, não só gasta menos energia que a produção primária desse material, como ajuda a preservar o meio ambiente, pois, como já foi dito, o quartzo utilizado provém de areias quatzosas muito puras de rios ou praias, e a reciclagem dos vidros fará com que menos areia seja retirada desses ambientes, evitando assim maior dano aos mesmos. O vidro não polui o meio ambiente, pois é feito com materiais naturais, sendo praticamente imune ao ataque das intempéries e seu tempo de decomposição, na natureza, é indeterminado.
O quartzo utilizado na fabricação do vidro normalmente é proveniente de areias quartzozas muito puras, encontradas em terraços fluviais e principalmente em praias e dunas. Como a maior parte das areias contém pequenos fragmentos de ferro sob a forma de óxidos como a limonita e a magnetita, elas são passadas por um separador magnético que reterá o ferro; mesmo pequenas quantidades desse elemento podem conferir ao vidro uma coloração esverdeada que normalmente não é apreciada pelos consumidores.
Alguns elementos químicos podem ser acrescentados aos vidros para dar aos mesmos certas propriedades físicas desejáveis, como o óxido de chumbo para os vidros óticos (muitos já devem ter reparado que o vidro de uma lupa ou lente de aumento, por exemplo, é mais pesado que o vidro comum), o boro para torná-lo resistente ao calor, produzindo assim panelas de vidro, tubos de ensaio, etc. Outros elementos servem para colorir o vidro, como pequenas quantidades de óxido de cobalto, que tornam o vidro azul.
A reciclagem do vidro, refundindo o mesmo para fabricar vidro novo, não só gasta menos energia que a produção primária desse material, como ajuda a preservar o meio ambiente, pois, como já foi dito, o quartzo utilizado provém de areias quatzosas muito puras de rios ou praias, e a reciclagem dos vidros fará com que menos areia seja retirada desses ambientes, evitando assim maior dano aos mesmos. O vidro não polui o meio ambiente, pois é feito com materiais naturais, sendo praticamente imune ao ataque das intempéries e seu tempo de decomposição, na natureza, é indeterminado.
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